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Cotação ABANORTE: Referência nacional em preço

     A bananicultura é uma atividade presente em todo território nacional, com grande importância socioeconômica para vários polos produtivos do país. Os maiores produtores de banana são os estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Santa Catarina e Pará, responsáveis por mais de 60% da produção nacional.

                Do total de 711 mil toneladas de bananas produzidas em Minas Gerais, em 2017, mais de 50% originaram-se do Norte do estado. Os cinco principais produtores dessa fruta são Jaíba, Janaúba, Nova Porteirinha, Matias Cardoso e Delfinópolis, que somam 37% da produção.

                A bananicultura no Norte de Minas Gerais tornou-se notória há cerca de 30 anos em função das excelentes condições climáticas que proporcionaram o alcance de uma produção da mais alta qualidade, tanto em sabor quanto em aspecto visual da fruta. Com plantações iniciadas na década de 80 a variedade prata conquistou popularidade no contexto nacional pelos próprios atributos da fruta e uma considerável parcela de mercado, ficando conhecida como “Prata Janaúba”.

                No início da década de 90 o comércio de frutas no Norte de Minas era operacionalizado por mais de uma centena de compradores locais informais que não possuíam informação de mercado ou mesmo infraestrutura que proporcionasse garantia às operações comerciais realizadas, trazendo grande fragilidade aos bananicultores.

                Neste contexto existia um entrave entre a excelência em produção de banana e o consumidor final – a comercialização – que culminou na necessidade dos produtores constituírem um fórum de discussões e organização da comercialização das frutas da região. E assim iniciou-se um longo caminho para a modernização da precificação da banana que se tornou referência de preço para diversas regiões produtoras, através de uma Associação representativa da classe, quando foi constituída a Associação dos Bananicultores do Norte de Minas, hoje Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas.

                O papel da ABANORTE, legítima representante da fruticultura regional, foi fundamental para que se iniciasse uma nova forma dos produtores negociarem sua produção, tendo como base um preço de referência forte. Um dos fundadores da associação, o produtor rural Gustavo Lage, havia iniciado em 1994 a chamada “Cotação da Banana”, que naquela época era precificada em caixas de madeira de 22 kg. Com a consolidação da associação esta tarefa foi transferida para a mesma buscando assim a conquista da legitimidade do preço entre os produtores da região.

                Com o passar dos anos e constantes transformações do mercado consumidor, a adequação da cotação foi um passo fundamental para que o Norte de Minas prosseguisse como referência em estabelecer preços justos e condizentes com a lei da oferta e procura.                

                Por meio de um convênio firmado com o IMA (Instituto Mineiro de Agropecuária) foi possível que a ABANORTE consolidasse os dados de toda a produção comercializada em informações estratégicas para a tomada de decisões quanto aos preços praticados, tendo em vista a análise de gráficos de preços e volumes comercializados, origem e destino das cargas e comparações com a movimentação do mercado e das principais regiões produtoras.

Estas informações que são geradas há mais de 10 anos, juntamente com o panorama da bananicultura brasileira, são apresentadas em Boletins Semanais da Banana aos produtores e associados durante a reunião da cotação da banana todas as quartas-feiras.

                Nesta trajetória de desenvolvimento de um modelo profissional de comercialização, foi fundamental a reativação da Associação dos Compradores de Frutas do Norte de Minas – FRUCOM, que proporcionou a organização dos representantes comerciais da região.  Estas duas entidades, ABANORTE e FRUCOM, de forma conjunta iniciaram um marco ao promoverem a precificação da fruta por kg e não mais em caixas, o que foi uma grande conquista para os produtores. Isso trouxe transparência ao processo comercial, principalmente com a realização de reuniões semanais presenciais da Cotação da Banana desde o ano de 2011, com a participação ativa de produtores, representantes comerciais e cooperativas, para avaliar o comportamento de mercado das outras regiões tornando a tomada de decisão na definição de preços cada vez mais precisa. Os produtores foram incentivados a adquirirem balanças, através de compras conjuntas coordenadas pela ABANORTE, e passaram a exigir a utilização do padrão de classificação ABANORTE e monitorar a pesagem das caixas.

                Em um processo de melhoria e inovação contínua, a ABANORTE integrou produtores dos demais municípios com a participação via videoconferência, utilizando as tecnologias disponíveis, que conta com a inserção dos produtores de Montes Claros, Jaíba, Pirapora e Belo Horizonte promovendo uma maior representatividade dos preços praticados.

 

                Todo este processo de modernização da Cotação ABANORTE construído a muitas mãos ao longo de mais de duas décadas só foi possível graças à maturidade dos diversos elos desta cadeia produtiva da bananicultura no Norte de Minas Gerais que é um exemplo para o Brasil.

Abanorte

Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas

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