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PRODUÇÃO DE ABACAXI NO SEMIÁRIDO MINEIRO

O abacaxizeiro é uma planta de clima tropical que possui adaptação a climas secos e com altas temperaturas. Embora os cultivos estejam espalhados em todos os estados da federação os polos de produção concentram-se nos estados do Norte e Nordeste (Pará, Tocantins, Paraíba e Bahia). Como benefícios para a nossa região, o abacaxi trás a adaptação a altas temperaturas e baixa demanda por água quando comparado aos cultivos tradicionais locais e a capacidade de resistir a períodos de seca. Além disso, a região possui posição geográfica estratégica e logística para atingir os principais mercados brasileiros e internacionais. Trata-se de uma fruta de grande demanda nestes mercados.

          E com o intuito de apresentar a cultura do abacaxizeiro aos produtores, técnicos e Engenheiros Agrônomos da região, o Grupo de Estudos e Pesquisas em Estatística e Fruticultura Tropical – GEPEFT da Universidade Estadual de Montes Claros em parceria com a COPASA realizou no mês de março um Dia de Campo sobre a Produção do Abacaxizeiro no Semiárido Mineiro. O evento foi ministrado por renomados professores e pesquisadores da UNIMONTES e UFMG, como o Rodinei Facco Pegoraro – Professor do Instituto de Ciências Agrárias – UFMG, Mauro Franco Castro – Doutorado em Produção Vegetal - UFMG, Victor Martins Maia, Silvânio Rodrigues dos Santos, Ignácio Aspiazú - Professores do Departamento de Ciências Agrárias da UNIMONTES e Fernanda Soares Oliveira – Doutorado em Produção Vegetal – UNIMONTES.

Durante o evento foram apresentadas informações sobre os principais cultivares, práticas culturais, controle de plantas daninhas, manejo de irrigação, adubação e nutrição, incluindo dados de pesquisa obtidos na região. “Desde 2005 estamos trabalhando com pesquisa sobre o abacaxizeiro no Norte de Minas, mais especificamente em Janaúba e Jaíba”, destaca o Victor Martins Maia, Professor do Departamento de Ciências Agrárias da UNIMONTES. Além disso, foram apresentados, em duas estações, dados de pesquisa sobre o uso de efluente tratado de esgoto e lodo de esgoto na cultura do abacaxi. Ambas as tecnologias permitem a economia de água limpa e de insumos, mostrando-se segura desde que seguidas às recomendações. No caso do uso de efluente de esgoto observou-se economia de até 25% do uso de água limpa na irrigação e de até 17% do uso de nitrogênio e potássio na adubação. Quanto ao uso do lodo de esgoto, observou-se que todo o nitrogênio recomendado para esta cultura pode ser substituído pelo lodo. Por fim o Victor ressalta que o uso prático destas duas tecnologias na produção de frutos ainda não é permitido por lei, mas que os dados de pesquisa obtidos podem ajudar no ajuste da legislação para que ambas sejam utilizadas.

Maiores informações podem ser obtidas nas publicações sobre a abacaxicultura (livros da Embrapa, manuais e boletins técnicos). Em breve será publicado pela Editora da Universidade Federal de Viçosa um livro sobre a abacaxicultura e outro livro sobre o controle de plantas daninhas na cultura do abacaxi pela Editora CRC Press / Taylor and Francis Group que contam com a participação de professores da UNIMONTES (Victor / Silvânio / Rodinei / Ignácio). Os professores/pesquisadores que participaram como palestrantes do dia de campo também podem fornecer maiores informações.

Segue contato dos palestrantes:

Victor: victor.maia@unimontes.br

Silvânio: silvanio.santos@unimontes.br

Rodinei: rodinei_pegoraro@yahoo.com.br

 Ignácio: ignacio.aspiazu@unimontes.br

 

 

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